Esquecido durante décadas, o cinema silencioso mexicano vem sendo recuperado recentemente graças ao trabalho de pesquisadores, jornalistas e autoridades do meio. Embora grande parte da produção tenha se extraviado de uma vez por todas, os filmes silentes disponíveis constituem patrimônio histórico de incalculável valor. Dentre eles, o Carro Cinza (El automóvil gris – 1919) é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de bilheteria na história do nosso cinema.
Curtas do Cinema Mudo Mexicano
1. Un duelo a pistola en el Bosque de Chapultepec (O Duelo de Chapultepec -1896), de Gabriel Veyre e Claude Ferdinand Bon Bernard;
2. El san lunes del valedor ou El san lunes del velador (Segunda Santa do Zelador - 1906), de Manuel Noriega;
3. Aventuras de Tip Top en Chapultepec (As Aventuras de Tip-Top no Bosque Chapultepec - 1907), de Felipe de Jesús Haro;
4. El grito de Dolores ou La independencia de México (A Independência do México - 1907), também de Felipe de Jesús Haro;
5. El rosario de Amozoc (O Terço de Amozoque - 1909), de Enrique Rosas;
6. El aniversario del fallecimiento de la suegra de Enhart (O Aniversário da Morte da Sogra de Enhart – 1912), dos irmãos Alva.
Longas do Cinema Mudo Mexicano
1. 1810 ó ¡Los libertadores de México! (1810 – Oh! Libertadores do México - 1916), de Manuel Cirerol Sansores;
2. Alma de sacrifício (A Alma do Sacrifício - 1917), de Joaquín Coss;
3. El amor que triunfa (Amor Triunfante - 1917) de Manuel Cirerol Sansores;
4. En defensa propia (Defesa Própria - 1917), de Joaquín Coss;
5. La luz, tríptico de la vida moderna (Luz – O Triptico da Vida Moderna – 1917), de J. Jamet (Manuel de la Bandera ou Ezequiel Carrasco);
6. La soñadora (Sonhadora – 1917), de Eduardo Arozamena e Enrique Rosas;
7. Tabaré (Tabarê – 1917), de Luis Lezama;
8. Tepeyac (Tepeiaque – 1917), de José Manuel Ramos, Carlos E. González e Fernando Sáyago;
9. La tigresa (Tigresa – 1917), de Mimi Derba e Enrique Rosas;
10. Triste crepúsculo (1917), de Manuel de la Bandera;
11. Santa (1918), de Luis G. Peredo; Sonorizado em 1931 por Antonio Moreno;
12.Venganza de bestia ou Xandaroff (Vingança de Besta - 1918), de Carlos Martínez de Arredondo;
13. El automóvil gris (Carro Cinza – 1919), de Enrique Rosas, Joaquín Coss e Juan Canals de Homs;
14. La banda del automóvil ou La dama enlutada (A Banda do Carro ou A Dama de Luto - 1919), de Ernesto Vollrath;
15. Cuauhtémoc (Coaotemoque - 1919), de Manuel de la Bandera;
16. La llaga (Feridas - 1919), de Luis G. Peredo;
17. Viaje redondo (Viagem Redonda - 1919), de José Manuel Ramos;
18. Hasta después de la muerte (Só Após da Morte – 1920), de Ernesto Vollrath;
19. El Zarco ou Los Plateados (O Zarco ou Os Prateados - 1920) de José Manuel Ramos;
20. El caporal (O Capataz – 1921), de Miguel Contreras Torres;
21. De raza azteca (Raça Asteca – 1921), de Guillermo “Indio” Calles e Miguel Contreras Torres;
22. En la hacienda (Na Fazenda - 1921), de Ernesto Vollrath;
23. Fanny ou El robo de veinte millones (O Roubo dos Vinte Milhões - 1922), de Manuel Sánchez Valtierra;
24. El hombre sin patria (Homem sem Pátria – 1922), de Miguel Contreras Torres;
25. La parcela (A Parcela - 1922) de Ernesto Vollrath;
26. Almas tropicales (Almas Tropicais – 1923), de Manuel R. Ojeda e Miguel Contreras Torres;
27. El hijo de la loca (O Filho da Doida – 1923), de José S. Ortiz;
28. Atavismo (1923), de Gustavo Sáenz de Sicilia;
29. Un drama en la aristocracia ou Escándalo social ou Un escándalo en la aristocracia (Escándalo na Aristocracia - 1924), de Gustavo Sáenz de Sicilia;
30. El buitre (Urubú - 1925) de Gabriel García Moreno;
31. Tras las bambalinas del Bataclán (Por tras das Bambalinas do Bataclã - 1925) de William P. S. Earle
32. Del rancho a la capital (Do Sitio à Cidade - 1926), de Eduardo Urriola
33. El indio yaqui (Indio Iaqui - 1926), de Guillermo “Indio” Calles;
34. Una catástrofe en el mar (Tragedia em Alto-Mar - 1927), de Eduardo Urriola;
35. El león de (la) Sierra Morena (O Leão da Serra – 1927), de Miguel Contreras Torres;
36. El puño de hierro (O Mão de Aço – 1927), de Gabriel García Moreno;
37. Raza de bronce (Raça de Bronze – 1927) de Guillermo “Indio” Calles;
38. El tren fantasma (O Trem Fantasma – 1927), de Gabriel García Moreno
39. El secreto de la abuela (O Segredo da Avó – 1928), de Cándida Beltrán Rendón;
40. Sol de gloria (Sol da Glória – 1928), de Guillermo “Indio” Calles;
41. La boda de Rosario (O Casamento de Rosario – 1929), de Gustavo Sáenz de Sicilia;
42. Los hijos del destino (Filhos do Destino – 1929) de Luis Lezama;
43. Terrible pesadilla (Horrível Pesadelo – 1929), de Charles Amador;
44. Alas de gloria (Asas da Glória – 1929), de Ángel E. Alvarez;
45. Aguiluchos mexicanos (Aguileiros Mexicanos - 1924-29), de Miguel Contreras Torres e Gustavo Sáenz de Sicilia.
Eisenstein no México (1930-1932)
Não cabe dúvida que a figura de Serguei M. Eisenstein ocupa lugar privilegiado dentro do seleto grupo composto pelos grandes cineastas do universo cinematográfico. O auge da sua carreira, talento e criatividade desse grande diretor teve no México seu lugar por excelência.
Eisenstein jamais imaginou que as poderosas imagens capturadas por ele conseguiriam fugir das mãos de quem tentara destruí-las, nem que conseguiriam influenciar de forma decisiva o imaginário fílmico mexicano. Mesmo estando incompleta, a rodagem de Sergei Eisenstein em terras mexicanas é uma de nossos grandes filmes de todos os tempos.
1. Que viva México! (Viva o México! – 1930-32), Serguei M. Eisenstein.
Primeiros Filmes do Cinema Sonoro Mexicano:
1. Santa (1931), de Antonio Moreno
2. El compadre Mendoza (O Compadre Mendoça - 1933), de Fernando de Fuentes
3. La Mujer del Puerto (A Mulher do Porto - 1933), de Arcady Boytler
4. Dos Monjes (Dois Monges - 1934), de Juan Bustillo Oro
5. Janitzio (1934), de Carlos Navarro
6. Mujeres sin alma (Mulheres sem Alma - 1934), de Ramón Peón
7. Luponini – El Terror de Chicago (1935), de José Bohr
8. Más allá de la muerte (Além da Morte - 1935), de Adela Sequeyro
9. Vámonos con Pancho Villa (Vamos embora com o Pancho Villa - 1935), de Fernando de Fuentes
Realizadores do Cinema Mudo Mexicano
A partir do francês Gabriel Veyre, que introduz o cinema no México, não são poucos os mexicanos e estrangeiros amexicanizados que ficam fascinados pela invenção mais recente da época e realizam os primeiros lançamentos de filmes nacionais. São eles os pioneiros do cinema mexicano que assentam as bases do imaginário fílmico e a estética visual da nossa cinematografia.
1. Irmãos Alva
2. Cândida Beltrán Rendón
3. Guillermo `Indio´ Calles
4. Miguel Contreras Torres
6. Mimi Derba
7. Adriana e Dolores Elhers
8. José Manuel Ramos
9. Enrique Rosas
10. Gustavo Sáenz de Sicilia
11. Salvador Toscano
12. Gabriel Veyre
Pioneiros do Cinema Sonoro Mexicano
A proximidade geográfica dos Estados Unidos permite aos mexicanos a oportunidade de iniciarem sua carreira no cinema mudo hollywoodiano. Com o advento do som nos filmes, vários deles retornam ao México, e, junto com colegas radicados no país, se lançam à aventura do cinema sonoro mexicano.
Os andarilhos José Bohr e Arcady Boytler são os primeiros a formar parte dessa trupe, que já tinham passagem pela Rússia, Alemanha, Chile, Argentina, Uruguai e Estados Unidos.
Além disso, naquele então o diretor soviético Serguei M. Eisenstein tinha ido para o México com a intenção de realizar um filme que nunca viu concluído. No entanto, a breve estadia de Eisenstein em terra mexicanas deixou um legado que perdura até os nossos dias.
1. José Bohr
2. Arcady Boytler
3. Juan Bustillo Oro
4. Miguel Contreras Torres
5. Serguei M. Eisenstein
6. Fernando de Fuentes
7. Juan Orol
8. Elena Sánchez Valenzuela
9. Adela Sequeyro
10. Gabriel Soria
11. Miguel Zacarias
Estrelas do Cinema Mudo Mexicano
O cinema mexicano da época silente teve suas grandes estrelas, algumas delas se tornaram importantes personalidades do cinema sonoro. Das novinhas que imitavam os exagerados modismos das divas italianas aos audaciosos charros (vaqueiros) que exportamos para Hollywood, as estrelas da arte muda deixaram sua inesquecível marca para sempre na história do cinema mexicano.
1. Cândida Beltrán Rendón
2. Guillermo ´Indio´ Calles
3. Miguel Contreras Torres
4. Mimi Derba
5. Ramón Novarro
6. Emma Padillha
7. Elene Sánchez Valenzuela
8. Adela Sequeyro
9. Lupe Velez
Estrelas do Cinema Sonoro Mexicano
O som entrou no cinema mexicano acompanhado de uma nova constelação de estrelas, cujas vozes se familiarizam com um público que foi se costumando rapidamente a escutar sua própria língua nas telas. Durante os primeiros anos do cinema falado em espanhol, Hollywood foi importante centro de treinamento para muitos atores e atrizes que foram se incorporando no cinema mexicano.
1. Raul de Anda
2. Miguel Contreras Torres
3. Esther Fenandez
4. Tito Guizar
5. Medea de Novara
6. Juan Orol
7. Andréa Palma
8. Adela Sequeyro
9. Domingo Soler
10. Lupita Tovar
11. Lupe Velez
1. Raul de Anda
2. Miguel Contreras Torres
3. Esther Fenandez
4. Tito Guizar
5. Medea de Novara
6. Juan Orol
7. Andréa Palma
8. Adela Sequeyro
9. Domingo Soler
10. Lupita Tovar
11. Lupe Velez
Literatura sobre História do Cinema Mexicano
Provavelmente, a história do cinema mexicano é a mais documentada do mundo. O incansável trabalho de pesquisadores como Emilio Garcia Riera, Eduardo de la Vega Alfaro, Aurelio de los Reyes, Gabriel García, Julia Tuñón, Gustavo García, Patricia Torres San Martín e Rafael Aviña – dentre outros, possibilitou o registro de cada etapa do nosso cinema desde a primeira sessão do cinematógrafo até as estréias mais recentes. Links em Español sobre Cinema Mexicano 1896-1936
Sobre Filmes do Cinema Mexicano 1896 a 1936:
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/pelicula2.html
Sobre Filmes do Cinema Mexicano 1896 a 1936:
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/pelicula2a.html
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/pelicula3.html
Sobre Diretores do Cinema Mexicano de 1896 a 1936:
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/director.html
Sobre Atores e Atrizes do Cinema Mexicano de 1896 a 1936:
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/estrella.html
Bibliografia sobre Cinema Mexicano by Maximiliano Maza:
http://cinemexicano.mty.itesm.mx/libros1.html
Texto: Maximiliano Maza http://cinemexicano.mty.itesm.mx
Tradução: José Refugio Ramírez Funes
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